domingo, 19 de agosto de 2012
Na maior parte das vezes, aquilo que você mais quer é aquela coisa que você não pode ter. O desejo nos parte o coração, nos esgota. O desejo pode ferrar com tua vida. E por mais duro que seja querer muito uma coisa, as pessoas que sofrem mais são aquelas que sequer sabem o que querem.
Como saber quanto é demais?
Demais, cedo demais. Informação demais. Paixão demais, ou demais pra se pedir de alguém? Quanto é demais de tudo pra que consigamos suportar?
Não importa o quanto algo nos machuca, às vezes se livrar dele dói mais ainda..
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Hoje foi tão duro. Não sei de onde tirei tamanha força. Hoje eu me sinto tão incompleta, desamparada, desconfiada,desiludida..
Mas não tenho deixado de seguir, a passos lentos,mas eu tenho me empenhado.
Terminar uma relação não é nada fácil. Você não abre mão só daquela pessoa, mas de todos os sonhos que sonhou junto e não realizou, os momentos de amizade e desabafo, revê fotos e sabe no fundo,que aqueles momentos não voltarão. É um momento de luto, introspecção. Eu o amei muito. Não preciso que as pessoas comprovem isso ou não ao ouvir minha história. Aqui dentro eu sei, eu o amei. Eu acho que eu o amei da forma mais bonita que já consegui até hoje, eu o amei por escolha, por carinho, afetuosidade, por cuidado, responsabilidade.. Eu cometi inumeros erros! Minha personalidade impulssiva contribuiu muito, mas em tantos momentos eu fui digna àquele sentimento.
A gente sempre espera que as relações acabem da maneira mais comum: desgaste, brigas, e até o chegado momento: "não te suporto! quero viver mnha vida!" Isso não aconteceu conosco. Estávamos em uma fase equilibrada da relação,sem brigas, naquela fase acomodada,mas nem por isso ruim.
Talvez seja impressão minha, e eu nem percebia que por dentro, algo estava vazio.. A questão hoje é: eu não o deixei preencher o espaço? Perguntas que só o tempo vai dizer.
Minha dor é intensa. Eu tenho feito tanta coisa, mas nada me preenche tanto quanto essa dor. Não é uma dor desesperada nem que me faz derramar lágrimas.. É tão ruim quanto. É a dor da impotência, da falta de controle e de medo do futuro.
No fundo, eu tenho medo dessa escolha. Tenho medo dos meus impulssos. Dói poque não quero vê-lo sofrer..embora sempre seja assim: ou um dos dois sofrem, ou os dois.
Minha escolha foi segurar as pontas por ele, acalmando-o, e prometendo-o que ficaremos bem com o tempo (mesmo sem saber). É um processo. Duro, lento e sensível.
É uma responsabilidade. Com sua dor, com a dor do outro.
Quem é essa pessoa ao meu lado? Porque diz que já está apaixonado? Me assusta! E quão ambiguo é: Me aproxima e me afasta. Não sei porque desconfio..Talvez pela culpa de estar tendo momentos de alegria e depois, sozinha, indo de encontro à minha dor que permanece lá.. São tantas coisas aqui dentro e eu nem sei..
Permaneço aqui, imóvel..Com o coração desconfiado e dolorido.
domingo, 1 de julho de 2012
A tristeza permitida
Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
Esse texto não é meu. Mas é tudo o que eu gostaria de dizer agora. A autora é a Martha Medeiros.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Diante de toda a minha covardia em tomar uma decisão, eis que encontro esse texto:
"Só quem está disposto a perder tem o direito de ganhar. Só o maduro é capaz da renúncia. E só quem renuncia aceita provar o gosto da verdade, seja ela qual for.
O que está sempre por trás dos nossos dramas, desencontros e trambolhões existenciais é a representação simbólica ou alegórica do impulso do ser humano para o amadurecimento.
A forma de amadurecer é viver. Viver é seguir impulsos até perceber, sentir, saber ou intuir a tendência de equilíbrio que está na raiz deles (impulsos). A pessoa é impelida para a aventura ou peripécia, como forma de se machucar para aprender, de cair para saber levantar-se e aprender a andar. É um determinismo biológico: para amadurecer há que viver (sofrer) as machucadelas da aventura e da peripécia existencial.
A solução de toda situação de impasse só se dá quando uma das partes aceita perder ou aceita renunciar (e perder ou renunciar não é igual, mas é muito parecido; é da mesma natureza). Sem haver quem aceite perder ou renunciar, jamais haverá o encontro com a verdade de cada relação. E muitas vezes a verdade de cada relação pode estar na impossibilidade, por mais atração que exista. Como pode estar na possibilidade conflitiva, o que é sempre difícil de aceitar.
Só a renúncia no tempo certo devolve as pessoas a elas mesmas e só assim elas amadurecem e se preparam para os verdadeiros encontros do amor, da vida e da morte. Só quem está disposto a perder consegue as vitórias legítimas.
Amadurecer acaba por se relacionar com a renúncia, não no sentido restrito da palavra (renúncia como abandono), porém no lato (renúncia da onipotência e das formas possessivas do viver).
Viver é renunciar porque viver é optar e optar é renunciar.
Renunciar à onipotência e às hipóteses de felicidade completa, plenitude etc é tudo o que se aprende na vida, mas até se descobrir que a vida se constrói aos poucos, sobre os erros, sobre as renúncias, trocando o sonho e as ilusões pela construção do possível e do necessário, o ser humano muito erra e se embaraça, esbarra, agride, é agredido.
Eis a felicidade possível: compreender que construir a vida é renunciar a pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade."
domingo, 17 de junho de 2012
O meu coração tem batido apressado, parecendo querer sair pela boca.. As minhas mãos estão geladas..Meu estômago está embrulhado. Aparentemente esses seriam sintomas de doença, antes fossem.. Ou talvez, isso realmente seja alguma doença do "ser".
Meu coração não encontra abrigo. Eu ando sem querer tomar decisões, com medo de tudo, tendo picos entre alegrias e tristezas.
Não consigo me concentrar. Trabalhos por fazer.. Tudo ficou acumulado.
O que eu faço? Eu pareço querer um sinal..
Como se os sinais que tem vindo não fossem evidentes. Meus sentimentos estão muito confusos. Eu não acho um meio termo. Eu não posso mais carregar isso..
Eu não posso mais fingir que nada ta acontecendo. Não sei o que fazer..
Queria conversar com alguém agora..alguém que não me julgasse. Na verdade, eu queria que tudo isso não existisse mais. Parece que eu sempre acabo jogando tudo pela janela, lançando minha sorte.. Hoje eu necessito da única coisa que eu não tenho há semanas: Paz de espírito.
Hoje eu encontrei duas músicas de um mesmo artista que falam por mim:
"Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos Como um deus e amanheço mortal E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim Ver que toda essa procura não tem fim E o que é que eu procuro afinal? Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal O que não pode ser dito, afinal Ser um homem em busca de mais, de mais... Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz..."
"Daqui desse momento Do meu olhar pra fora O mundo é só miragem A sombra do futuro A sobra do passado Assombram a paisagem. Quem vai virar o jogo E transformar a perda Em nossa recompensa Quando eu olhar pro lado Eu quero estar cercado Só de quem me interessa. Às vezes é um instante A tarde faz silêncio O vento sopra a meu favor Às vezes eu pressinto e é como uma saudade De um tempo que ainda não passou Me traz o seu sossego Atrasa o meu relógio Acalma a minha pressa Me dá sua palavra Sussurra em meu ouvido Só o que me interessa. A lógica do vento O caos do pensamento A paz na solidão A órbita do tempo A pausa do retrato A voz da intuição A curva do universo A fórmula do acaso O alcance da promessa O salto do desejo O agora e o infinito Só o que me interessa."
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Hoje eu senti vontade de partir.. ou mesmo por um momento desejei ser invisível..apenas para observar todos, sem ser vista.. Hoje eu quis tanto isso.
Hoje eu não sei o que fazer. Eu não sei o que dizer, não sei o que eu quero
Como dói..
Eu nunca quis te fazer sofrer, mas eu estou, eu sei..
As coisas não estão fáceis para nós, eu não culpo você.. A culpa é toda minha..
Você sim merece ser feliz
Alguem como eu não deveria estar te privando disso.
Você é incrivel.
Tão incrivel..
Mas eu não consigo mais..
Não leve a mal
Eu nunca sei o que fazer..
Uma vez eu ouvi dizer que algumas pessoas simplesmente não nascem com sorte para o amor.
Eu não sei,
eu tive a sorte de te encontrar e conhecer algo puro e bonito, mas eu não consigo ser estável
A culpa é minha
Me entenda. Ou me odeie.
Eu não sei o que sentir por mim.
Eu preciso sair daqui
Eu não estarei em fuga
Eu estarei indo buscar o resto do que sobrou de mim..
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Constatações
Constatações do dia:
facebook demais atrapalha.
casar é muito mas MUITO caro.
dinheiro voa na minha mão.
adequar os meus sonhos às minhas condições é algo que eu DEVO aprender a fazer.
to cercada de gente muito doida e infeliz no meu trabalho.
ando muito preguiçosa.
sinto saudade da Mayra (minha grande amiga).
preciso aprender a calcular minhas ações.
preciso terminar o trabalho de prática.
É isso.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Fantasia
Hoje foi um dia de lembranças.
Umas boas, outras nem tanto.
Hoje eu tava desastrada, saudosa e estranhamente alheia.
Hoje eu vi e senti / vi e não senti.
Fiquei nessa dualidade.
Sentindo falta daquela dor que eu cultivei.. Hoje não sobrou nada.
Procurando as razões sem razões dos meus atos, dos meus gestos.. Será que eu consigo passar algo de bom?
Eu me preocupei em ser o personagem e não a protagonista.
Porque eu sou também insuportável.
Eu também sou filha da puta.
Isso é louco.
Mas me conforta.
(Um suspiro como desabafo)..
Saindo e transitando nas ruas do Centro
Comendo batata, ao lado de alguém com quem eu não preciso ser personagem
Num bate e volta: Eu gosto disso, não gosto daquilo..
Vou sorrindo, sendo fiel, sendo alguém.
É verdade sim, nos reconhecemos no outro.
Aí já não importam os erros, os acertos..
Hoje eu senti vontade de dizer para cada pessoa que foi/é importante o quanto significam.
Até mesmo as que eu cogitei odiar..
Hoje eu durmo sendo protagonista.
Incrivelmente leve.
Dedico essa leveza e um abraço à Marcelle,Imênia, Phelipe, Ananda, Luls,Davi, João e minhas sobrinhas Júlia e Emily. E em especial, aos meus maravilhosos pais, com quem fui recebida com o melhor abraço coletivo do mundo no dia do abraço. =D
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Sem surpresas
Hoje a manhã foi calma. Acordei, e como não fazia há dias, tomei café da manhã direito.
Fui para a aula. Hoje eu tive vontade de me arrumar. Esses dias tenho sentido minha auto estima bem minada e por isso tive vontade de vestir uma roupa mais bonita. Me senti bem e confortável.
Reencontrei a Ananda e a Luana.. A Nands ta bem doente, mas foi até engraçado hoje ver os fungados dela na aula, não por maldade, é que a Nanda não consegue deixar de ser fofa nem doente. Ela é doce e amiga. A Ananda é uma das minhas melhores partes.
Hoje eu senti a Luana estranha. Longe.. Alheia. Eu quase nunca sei o que se passa.. E às vezes eu confesso que tenho medo de perguntar. Ela sempre diz que sempre pisa em ovos ao falar comigo, mas eu também me sinto assim ao tratar com ela, principalmente quando ela vem comentar, como ela assim o fez, que nos acha extremamente diferentes. E o quanto isso é..(indefinido) Às vezes eu só não queria ouvir isso. Às vezes eu só queria que ela se soltasse e se sentisse feliz e segura só por estar do meu lado, assim como eu me sinto ao lado dela. Mas eu cansei de ficar tentando mostrar o quanto ela também é a minha melhor parte. Às vezes eu gostaria que ela não parasse para ler meu blog com tanta frequencia, como hoje.
É isso..
Notas:
To ouvindo as músicas da Lykke Li. Cada música parece que a voz dela se transforma. Lembra Bjork pra quem gosta.
Mas eu recomendo. Gostei de I know places. É uma boa música.
Hoje eu achei um facebook de moda. Fiquei extremamente curiosa.
Vou compartilhar:
http://colunas.revistamarieclaire.globo.com/mulheresdomundo/2012/05/21/552/
domingo, 20 de maio de 2012
Maio já está no final..
O mês ta acabando e só agora eu tive motivação pra vir aqui.. me contar um pouco.
E eu tenho sentido essa imensa vontade de me contar, de retomar algumas coisas na vida.. Coisas essas não tão grandiosas assim, mas nem por isso insignificantes.
Tenho estado introspectiva, não sei se foi pela gripe. Sinto vontade de ficar quietinha, mentalizando algumas coisas.
E aí eu enlouqueci e resolvi me testar. Sim, eu gosto de fazer isso. Eu resolvi parar com o facebook.
É que às vezes aquilo me faz mal. Acompanhar vidas sociais. Mentira de quem diz que não acaba acompanhando a vida social de alguém que você; ou admira ou odeia, etc.. Eu cansei.
Me intristeci com as pessoas de lá e resolvi dar um tempo daquilo tudo. Quero postar mais no blog. Aproveitar esse espaço pra dividir coisas que eu gosto, odeio, ando descobrindo..
E por falar em descobrir, ando com uma vontade imensa de praticar yoga.
Quero testar! Quero ler uns livros sobre o assunto. Eu vi no filme: "A pele que habito" e senti vontade de experimentar a sensação. Quem sabe eu não me apaixono?
Quero também voltar a me alimentar melhor. Minha mãe disse algo essencial esses dias: "Seu corpo é o seu templo" Uma frase simples, mas para alguém que a primeira coisa que faz no dia é acordar e ir ao banheiro e depois ligar o pc pra ver e-mails de trabalho.. PAROU, NÉ? Tem muita coisa errada por ae!
Resolvi parar disso.Quero aproveitar um tempinho, por mínimo que seja pra colocar as coisas nos eixos. Por mim.
Às vezes é necessária essa desintoxicação. Esse novo respirar é mais instingante.
Me sinto melhor hoje. Apesar da gripe teimar em persistir.
Mas a gripe é o de menos.
Hoje eu dedido a música do Kid Abelha- Maio como trilha pra minha atual caminhada.
=)
segunda-feira, 23 de abril de 2012
nóias, luz, ação!
O dia foi um tanto tenso. Difícil estar na mão de alguém tão cheio de vaidade, querendo provar a todo custo sua autoridade. Ando cansada dessa batalha.. Apesar de tudo, no decorrer do dia consegui encontrar um certo equilíbrio. Fui ao médico, notícias muito boas: Já posso fazer a cirurgia de correção da visão. Poxa! Me livrar de óculos e lentes.. Um sonho mesmo, uso óculos desde os 6 anos, e lente desde os 12. Apesar de ser um sonho, vai ter que esperar um pouquinho, a cirurgia é mega cara.. =/
Fui pra aula, dia de calma..Senti falta da Ananda, de dividir as coisas da vida com ela, do cafuné..Quando você ama uma pessoa e se acostuma a presença, basta um fim de semana pra ficar cheia de saudade. Definitivamente somos um tripé. Não vivo sem Luls e Nands.
Me diverti muito no intervalo com a Lu, Sam e Nat, elas são pessoas especiais.. Cada uma com seu jeito, são lindas.. A Jé também, ela é um doce! Leve como uma pluma..Faz bem tá ao lado dela seja no ballet ou nos corredores da faculdade. Perdi aula de ballet hoje, tenho saudades dos gritos do Prof. Jayme, apesar de ele me quebrar por inteiro sem dó nem piedade..
A noite seguiu boa, com conversas reveladoras com a Lu.. Compartilhei meu sonho de futuro profissional, compartilhei minhas incertezas.. Não tenho medo de não saber quem eu sou pra ela, eu me sinto bem contando o que eu sinto..Confessando cada loucura..Seja em planejar meu casamento imaginário: do buquê à decoração, comidas, bebidas, música de entrada.. Sim, eu faço isso diário! Eu ando numa nóia de querer planejar meu casamento na praia. É muito louco, mas isso me distrai e me deixa mais feliz.. Eu sei que essas coisas a gente deixa pro momento certo, mas eu não consigo deixar de juntar mil imagens legais, sonhando com esse dia.. Será que vai chegar um dia?
Hoje eu quis pensar em coisas boas, ouvir músicas felizes, estar perto de gente que contagia.. Amanhã deixa vir,só peço luz, muita luz.. Pra mim e para todos que fazem parte dos meus dias.
domingo, 22 de abril de 2012
Ver,ouvir,sentir
Domingo. Dia de preguiça, de acordar com os beijos bons do meu namorado.Sobretudo, dia de acordar tarde, dia de fazer por receber esse nome. Hoje foi um dia bonito. João e eu almoçamos, conversamos sobre a vida deitados..e como um gato manhoso que sou, pedi que fosse acompanhada por uma bela massagem nas costas.. Helena me ligou para perguntar se eu estava bem, em vista do que aconteceu na última sexta-feira, fato que foi tormenta até o sábado, quando eu decidi que não pensaria mais no assunto até a hora certa.. Gostei de receber a ligação da Lena, mas ao mesmo tempo me senti mal por em um determinado momento ter duvidado de sua amizade. Nesses momentos de crise percebemos quem está de fato do nosso lado. Após a conversa ao telefone, João decidiu que não queria que eu ficasse impregnada demais no assunto. Jogamos video-game, brincamos de: "Quem sou eu?" e vimos o time dele perder (Flamengo) a semi-final da taça-Rio.. Foi o momento que eu intervi: "Vamos passear!"
Fomos ao shopping..Tomamos um milkshake juntos e comemos kalzone de brócolis. Yummy!!! <3 Vimos os filmes em cartaz no cinema pra decidir qual veremos na quarta-feira, e ficamos morrendo de vontade de juntar uma turma pra jogar boliche.. Ele veio me deixar em casa..No caminho, eu já sentia saudade antecipada,vontade de reviver o fim de semana de novo.. O João definitivamente é responsável direto pela minha calma, minha vontade de viver coisa boa, meu autoconhecimento.. Hoje eu voltei renovada.
Meu dia termina pleno, cheio de conversas boas e esperanças que ressurgem. Hoje eu só sou leve =)
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Prazer, meu nome é Clichê
O dia foi agradável. Acordei e tomei café da manhã e estudei para a prova de Antropologia Brasileira. Depois o almoço realizei algumas atividades da bolsa. Estou mais focada depois do que aconteceu, acho que serviu como lição.
Fui para a faculdade, a prova foi horrível..deu branco, fiquei nervosa.. Após a prova, todas desiludidas, Lu, Nanda, Lena e Davi fomos comer pastel na praça. No caminho dou de cara com uma certa pessoa de quem falei no blog. Eu fingi que não o vi. Ele estava sentado no bar, e passou cumprimentando o Davi. Senti uma coisa muito ruim ao vê-lo. Davi e eu conversamos sobre isso, ele sempre sabe o que dizer, mesmo de forma suscinta.
Voltamos correndo para a aula de Pensamento Social, o professor entregou as provas..Muita tensão.. Até a saída da nota: 9,0. É, acho que apesar da gripe consegui fazer alguma coisa, isso me fez feliz. Todas as meninas tiraram boas notas! Fui para casa com a Lu, no caminho tivemos uma conversa dolorosa para ela..Mas eu precisava falar, mesmo sabendo que ela não queria ouvir, que tinha medo de saber que eu estava certa. Às vezes é fácil você imaginar que a grama do vizinho é mais verde que a sua. Há tantos sentimentos,o passado, os complexos.. Por mais que ela não tenha acreditado que sofri muito da mesma forma, na volta para casa no ônibus eu comecei a me lembrar do quanto sofri com injúrias,mas me orgulho de certa forma por ter conseguido deixar aos poucos essas questões de lado.. Tentei seguir em frente e tenho conseguido. São sempre escolhas. É doloroso. Mas sempre se tratou disso. A vida é uma escolha constante. Você escolhe a roupa que vai usar, mudar o caminho que você faz todos os dias para chegar a algum lugar, e nem sempre há um tempo considerável pra agir..Estamos sujeitos à elas..
Acho que eu já estou falando muita bobagem.. Talvez seja o sono.
Ah! Pra terminar o dia assisti um filme que adoro: Quero ficar com Polly, e uma das frases do filme que me marcam diz: A vida não é o que você fez ou vai fazer amanhã, a vida é agora.
Bobinho, clichê.. Mas hoje eu estou totalmente nessa vibe. É isso.
Fui para a faculdade, a prova foi horrível..deu branco, fiquei nervosa.. Após a prova, todas desiludidas, Lu, Nanda, Lena e Davi fomos comer pastel na praça. No caminho dou de cara com uma certa pessoa de quem falei no blog. Eu fingi que não o vi. Ele estava sentado no bar, e passou cumprimentando o Davi. Senti uma coisa muito ruim ao vê-lo. Davi e eu conversamos sobre isso, ele sempre sabe o que dizer, mesmo de forma suscinta.
Voltamos correndo para a aula de Pensamento Social, o professor entregou as provas..Muita tensão.. Até a saída da nota: 9,0. É, acho que apesar da gripe consegui fazer alguma coisa, isso me fez feliz. Todas as meninas tiraram boas notas! Fui para casa com a Lu, no caminho tivemos uma conversa dolorosa para ela..Mas eu precisava falar, mesmo sabendo que ela não queria ouvir, que tinha medo de saber que eu estava certa. Às vezes é fácil você imaginar que a grama do vizinho é mais verde que a sua. Há tantos sentimentos,o passado, os complexos.. Por mais que ela não tenha acreditado que sofri muito da mesma forma, na volta para casa no ônibus eu comecei a me lembrar do quanto sofri com injúrias,mas me orgulho de certa forma por ter conseguido deixar aos poucos essas questões de lado.. Tentei seguir em frente e tenho conseguido. São sempre escolhas. É doloroso. Mas sempre se tratou disso. A vida é uma escolha constante. Você escolhe a roupa que vai usar, mudar o caminho que você faz todos os dias para chegar a algum lugar, e nem sempre há um tempo considerável pra agir..Estamos sujeitos à elas..
Acho que eu já estou falando muita bobagem.. Talvez seja o sono.
Ah! Pra terminar o dia assisti um filme que adoro: Quero ficar com Polly, e uma das frases do filme que me marcam diz: A vida não é o que você fez ou vai fazer amanhã, a vida é agora.
Bobinho, clichê.. Mas hoje eu estou totalmente nessa vibe. É isso.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Temos uma vida pra viver..
O dia começou tranquilo, às voltas entre o Pici e o Benfica, nos afazeres da bolsa. E o dia terminou com uma das maiores decepções da minha vida. E percebo o quanto é ruim criar expectativas, apostar todas as fichas no destino, sorte, ou seja lá o que for. Hoje eu senti uma vontade enorme de colo, me senti uma criança acuada, senti vontade de ficar quieta e me recolher.
Fui pra parada de ônibus na companhia tímida do Jorge. Acho que o assustei ao vomitar tantas coisas que passavam pela minha cabeça, que ele ouviu com a maior atenção. Naquela conversa e naquele momento eu percebi que eu não sou a única pessoa que vive entre saber o que não quer.
Ao chegar em casa, minha mãe me esperava com toda sua paciência de lady e seu olhar doce. Eu só precisei vê-la, aí eu voltei a ser uma menina e chorei,chorei..
Minha mãe sempre foi muito sensata e muito sábia. Ela soube me ouvir, soube me alertar,me animar e me pedir para orar, em busca de luz.E eu comecei a me rever.. Quem eu quero ser.. Em que tipo de pessoa eu não quero me transformar.. As amizades que eu quero levar pra vida toda.. Às vezes eu confio demais nos outros, queria ser menos boba.. o João sempre me diz muito isso,mas ele quase não confia em ninguém, também não quero chegar a esse ponto.
Aí eu decidi fazer o que eu tenho que fazer sem sofrer, porque eu tentei determinar para mim o que é essencial. Vaidade é uma coisa muito pequena diante de tantos sentimentos bons que existem pra compensar essas coisas ruins que vemos na vida. E eu quero ser feliz, e eu sei que as coisas não vão ser fáceis sempre..Mas eu também não vou facilitar. Quero fazer por merecer a vida.
Fui pra parada de ônibus na companhia tímida do Jorge. Acho que o assustei ao vomitar tantas coisas que passavam pela minha cabeça, que ele ouviu com a maior atenção. Naquela conversa e naquele momento eu percebi que eu não sou a única pessoa que vive entre saber o que não quer.
Ao chegar em casa, minha mãe me esperava com toda sua paciência de lady e seu olhar doce. Eu só precisei vê-la, aí eu voltei a ser uma menina e chorei,chorei..
Minha mãe sempre foi muito sensata e muito sábia. Ela soube me ouvir, soube me alertar,me animar e me pedir para orar, em busca de luz.E eu comecei a me rever.. Quem eu quero ser.. Em que tipo de pessoa eu não quero me transformar.. As amizades que eu quero levar pra vida toda.. Às vezes eu confio demais nos outros, queria ser menos boba.. o João sempre me diz muito isso,mas ele quase não confia em ninguém, também não quero chegar a esse ponto.
Aí eu decidi fazer o que eu tenho que fazer sem sofrer, porque eu tentei determinar para mim o que é essencial. Vaidade é uma coisa muito pequena diante de tantos sentimentos bons que existem pra compensar essas coisas ruins que vemos na vida. E eu quero ser feliz, e eu sei que as coisas não vão ser fáceis sempre..Mas eu também não vou facilitar. Quero fazer por merecer a vida.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Dog days

Acordei doente. Dor de cabeça, espirros e coriza. O pior de tudo é que ainda tinha a tal prova de Pensamento Social pra fazer. Tentei estudar muito..Li cada texto, e não conseguia absorver uma palavra. Fui para a faculdade pensando que lá poderia me concentrar melhor, mas foi em vão. Fiquei de papo com a Ananda e a Luana. Durante a aula de Antropologia Brasileira eu só consegui piorar por conta do ar condicionado. Achei que não ia aguentar até a hora da prova. Chegada a hora, fiz o que pude..Confesso até que pela primeira vez na vida consegui pescar, mas foi só um pouquinho. Encontrei duas pessoas queridas na volta para casa: Mara e Marcelo. A Mara é muito agradável e falante, eu gosto muito dela. O Marcelo é meu irmão, não de sangue, mas um irmão que eu escolhi e admiro..Sinto saudade da nossa proximidade. Ao chegar em casa, vou checar meus e-mails e começo a pensar em coisas ruins..Sentimentos de angústia, tristeza..
Eu não gosto de me sentir substituível, avulsa.. Como se o que eu fizesse não gerasse nenhuma credibilidade. Ao mesmo tempo, eu não gosto de ter que provar com todas as forças que eu sou alguém com um potencial enorme. A exigência combinada com a falta de tolerância é algo que me entristece muito. Fico pensando se posso fazer alguma coisa, mas eu tenho um pouco de medo, afinal eu estou em situação de dever e obrigação. Isso é aprisionador demais. Não sei lidar com amarras.
Também fico pensando no comentário de um colega:
"eu gosto de você porque você é incompreendida"Até que ponto o que as pessoas falam de você se encaixa no que você é? Se você procura se justificar o tempo todo pode passar para os outros a sensação de que você realmente está pedindo desculpas por ser você. Cansei desses jogos. Das justificativas. Cansei de ficar sendo assombrada pelo meu próprio passado e sobretudo, de ficar passando pelo julgamento dos outros, que se julgam melhores porque não seguiram o que eu acreditei ser melhor pra mim naquele determinado momento. Eu sei que esse é meu tendão de Aquiles. E eu sempre retorno ao mesmo ponto. Fico com a sensação de ter que ficar repetindo esse discurso pra tentar me convencer.
Hoje eu só queria dormir sem essa sensação..
terça-feira, 10 de abril de 2012
Resquícios

No último mês, eu escrevi bem pouco. Tenho lá minhas dificuldades em conseguir administrar bem meu tempo. Nesse mês vou tentar ser mais presente. Por mim, e porque escrever no blog me faz um bem danado.
Hoje o dia começou atrasado. A primeira coisa que faço ao acordar quase sempre, é checar os e-mails e auxiliar as pessoas no sistama solar, onde eu sou tutora num curso de formação de tutores em Educação e Direitos Humanos. Desde a metade do mês passado tenho me ocupado quase que exclusivamente à essa tarefa, e posso dizer, é bem árdua. Eu sempre fui um tanto lesada para lidar com coisas burocráticas, ação-reação, pautas, reuniões e pessoas exigentes.. Mas eu tenho percebido que isso me tem feito crescer muito. To aprendendo a dosar as coisas, agir responsavelmente e cautelosamente..
Voltar de um feriado é sempre muito complicado. Esse feriado (semana santa) foi muito bom. Não aconteceu nenhum fato extraordinário, mas a minha cabeça e meu coração foram fortemente atingidos. Eu e o João passamos esses dias juntos. Fomos para o sítio de sua família. Eu adoro o lugar. É simples, agradável, e a família do João quase sempre é muito acolhedora. Quase sempre, porque às vezes me sinto em terreno desconhecido, com medo de ouvir demais.. Não é que não me sinta à vontade, mas às vezes você acaba ouvindo comentários à respeito de algumas pessoas e se questiona se às vezes você também não se torna assunto de maneira negativa quando não está presente.
Eu e o João não tivemos um primeiro dia bom, mas ele não teve culpa. Eu tentei fazer uma surpresa de Páscoa..Preparei um biscoitão que ele viu na Tv, naquele programa da Ana Maria "Brega" (não gosto nada dela), e ele cismou que queria que eu fizesse essa tal receita..Mas isso faz um tempo. Como na Páscoa ele tinha esquecido disso, resolvi fazer como surpresa para pôr numa cesta com alguns chocolates. Fiz o biscoito, que era MEGA trabalhoso..No final, percebi que estava MUITO ruim :c No dia seguinte ele vem à minha casa e vê o tal biscoito..Ficou super feliz e foi logo tirando um pedaço. Na primeira mordida ele fez uma cara tão sem graça.. E disse que o gosto era diferente. Foi o ponto que eu precisei pra ficar mau-humorada. Poxa! Tive tanto trabalho e esse "%#@!" não reconhece, ele podia ao menos mentir.. :c Fiquei de cara amarrada na viagem para o sítio, enquanto ele tentava consertar, me elogiando e dizendo que adorava minhas comidinhas, e que às vezes as coisas dão erradas mesmo, mas que reconhecia meu esforço. Logo nos entendemos, e eu percebi que era bobagem ficar chateada. Eu apenas fiquei frustrada porque queria que ele sorrisse ao ver a surpresa..Mas ao menos eu tentei.
No sítio tivemos muitas conversas..Ele me falou de suas inseguranças,esperneou.. João ainda é muito inseguro, embora eu tente muito tirar isso dele. Falamos das nossas preferências, dos nossos medos, angústias, trocamos confidências, carinhos.. Foi desbravador e aconchegante ao mesmo tempo. Me senti plena em tantos momentos. Mas sobretudo me senti sendo completada. Com o coração cheio de paz e tranquilidade.
Muita coisa que precisava ser dita, foi dita. Crescer numa relação com alguém é algo que eu nunca tinha experimentado antes..Comecei a pensar, eu era tão boba e imatura, e me achava tão cheia de experiências..Começo a viver essas coisas bonitas e felizes dentro de mim..E hoje, na ida para a faculdade, dentro do ônibus, comecei a pensar em tudo isso.. Comecei a exteriorizar.. Eu to me percebendo leve, sem fardos e inquietações, e sobretudo AMANDO. De uma forma nunca antes experimentada, porque nunca antes vivida. Quantas vezes você pode reviver o amor, e ainda assim sentir que é a primeira vez?
Fui jantar no RU: A comida vegetariana estava muito gostosa. Porém aconteceu um fato que me deixou muito constrangida. Eu queria sair de lá correndo para não presenciar a situação. Às vezes, quando você percebe que sua melhor amiga está perdida e não sabe como ajudar é muito complicado. É difícil opinar sobre a escolha dos outros. Dar conselhos é algo que eu não quero tentar fazer. Não sei se ela entenderia mal, mas escutar o que ela tem a dizer sobre seu momento faz muito mais sentido. Eu me acho boa ouvinte. Na hora de falar eu sempre acho que me atrapalho..Eu realmente espero que essa fase ruim dela passe. Amigo sofre junto, fica aflito.. É ruim demais essa sensação.
Amanhã tem prova de Pensamento Social, e até o momento eu não estudei nada. Espero muito que eu consiga estudar algo hoje e amanhã o dia todo.
terça-feira, 27 de março de 2012
Os outros

Hoje o dia foi chuvoso. Acordei atordoada, acabei dormindo demais. Comecei a fazer os trabalhos burocráticos da bolsa, até que prestei atenção na notícia que passava no jornal. O laboratório de Piscicultura da UFC no Pici havia sido destruído, pois a lagoa do Pici estava cheia e a força da água invadiu o espaço. Todos os trabalhos haviam sido perdidos. Imediatamente lembrei da garota que me deu carona no guarda-chuva na ida ao Pici no último Sábado.. Ela travalhava lá. Senti tanta vontade de abracá-la, pensei nisso quase o dia todo.
Cheguei atrasada na faculdade pra terminar os compromissos da bolsa, ainda assim, passei longe disso.. Tenho muita coisa acumulada!
A aula foi legal, mas eu confesso que eu estava longe. Eu comecei a olhar para os lados e a alimentar alguns sentimentos ruins..Me senti uma pessoa ruim.
Indo para casa com minhas amigas Luana e Ananda, nos divertimos bastante! Eu e a Lu saimos correndo para não perder o ônibus.. Acabou que nem deu certo, a Lu perdeu.. Enquanto estava no ônibus, na volta para casa, comecei a pensar na Luana.. Ela é tão minha irmã, eu sei disso..Eu sinto isso. Eu tento protegê-la, tento cuidar dela.. Embora muitas vezes ocorra o contrário. Ela é minha menina..Com uma fome interminável..e eu não falo só de fome de comer, e sim de fome de viver!..Ela é um pássaro, um pouco como o pássaro azul de Bukowsky. Ela trascende o extremo potencial,ela simplesmente é.. sem ensaios, sem roteiros.. Eu a amo e a admiro demais!
Depois, eu comecei a pensar nas pessoas a quem eu lancei olhos ruins, de quem falei coisas ruins..Talvez elas também já tenham feito isso comigo. A gente sempre vem com aquele papinho de que nem Jesus agradou a todos..Mas na verdade, não se importar não vai melhorar a minha vida, e nem a dessas pessoas. Pensei no que a Carol me disse uma vez sobre tentar compreender e desejar o melhor.
Sei que certamente vou ter dias de "cobra", afinal de contas, sou ser humano. Mas eu lembrei do trecho de um texto que eu li em uma disciplina que eu fiz: "O outro também faz parte de quem eu sou."
Acho que nem sempre vou conseguir ser o que espero, mas eu estou tentando ser uma pessoa melhor por mim, pelas pessoas que eu amo e até por quem não gosta tanto assim de mim..Compreender e perceber são as palavras do dia.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Olhai os lírios..
Ainda sinto o teu cheiro, que se confunde com o aroma real dos lírios que recebi de ti..Ainda consigo sentir o toque de suas mãos nas minhas costas e seus beijos acalentadores.. Tua maneira de me acordar, e dizer: - Bom dia, meu amor!
Como não seria bom?
Um ano depois, e o tempo parece ter mexido tanto em mim, em ti, em nós. Eu sinto que ele foi longo, doloroso, mas ao final, ele se mostrou generoso.
Eu me descobri em ti. Descobri que nem sempre é fácil compartilhar, ceder, compreender. Eu me senti tão culpada, se ao menos você soubesse e pudesse me perdoar.. Mas sobretudo, eu tive a impressão de que tudo o que tinha vivido até então não era real, pode parecer muito bobo, mas os outros se tornaram apenas histórias que conto pra mim mesma para não esquecer quem eu fui. Você.. Conheceu todos os meus lados. Quem eu fui e quem me tornei. E você escolheu se apaixonar pelos dois, mas como você mesmo diz:
"Há sete anos as coisas eram muito diferentes, eu te achava um modelo de mulher, mas não sabia quem estava por trás dela".. E de repente, você conheceu uma menina, que fala com voz de menina e por vezes age como uma.. Que teima em querer viver tudo ao mesmo tempo e às vezes mete os pés pelas mãos.. E você, mesmo sabendo disso, consegue lançar o olhar mais doce que eu já senti em alguém que esteve ao meu lado.
Eu não sei porquê, depois de todos esses anos tinha que ter te reencontrado e te reconhecido.. Mas depois de tantos porquês, eu finalmente percebi que em mim e em ti teria que ser como um (re)surgir, sendo AMOR. E assim foi, e assim é e será.
Escrevi essa carta para o meu namorado hoje,que é nosso aniversário de namoro, mas não o entreguei. Preferi apenas colocá-la no diário.
Hoje o dia me trouxe muitos sentimentos bons. E a vontade de ser feliz,e como tento ser obediente.. Voillá! Deixo um sorriso registrado aqui. =D
sábado, 24 de março de 2012
Idiossincrasias

Antes de vir, eu pensei em escrever várias vezes.. Por alguma razão eu me desistimulei. Os dias tem sido cansativos, e eu tenho sentido uma necessidade extrema de parar. Ficar no ócio mesmo, nem precisava ser criativo. Às vezes eu chego a pensar que eu to com algum problema de memória, eu tenho esquecido alguns fatos..Não que isso seja ruim, é até bom ter memória seletiva..Mas às vezes estou falando com alguém e... Do que eu tava falando mesmo?
Choveu bastante essa manhã, e acordar cedo não é nada fácil. Ainda mais quando você, na pressa por estar atrasada, esquece o guarda-chuva.. E no meio da chuva, tem a cara de pau de pedir abrigo no guarda-chuva de uma pessoa que ta indo na mesma direção que você..Ok! Ela podia muito bem ter recusado,né? Mas muito pelo contrário! Ela foi uma fofa, e ainda conversamos bastante. Não lembro mais o nome dela (memória de galinha velha), mas não esqueço a situação.. Ainda existem pessoas que dividem guarda-chuvas com estranhos, isso me fez sorrir!
Vou confessar: Diferente de todas as mulheres, eu não sou fã de ir ao shopping para fazer compras.Eu tenho meus motivos..E um deles é aparente: Eu sou magra. Ser magra não é nada fácil.. As roupas quase sempre ficam frouxas, e isso dá uma caída na auto-estima. Hoje não podia ser diferente, e apesar da boa companhia da Carol, eu me senti tão mal em experimentar aquelas roupas, me senti feia.
Eu e João faremos um ano de namoro e vamos sair pra jantar, pra ter uma noite especial.. Sendo assim, eu queria realmente me sentir bonita pra ocasião, queria que ele me olhasse e me admirasse.. Toda mulher precisa disso, poxa! E depois de todos esses dias corridos e cansativos, eu realmente queria estar bem. Aí por impulso eu fiz algo que quase nunca faço: comprei uma roupa e quando cheguei em casa, achei tão sem graça. Fiquei triste, porque não consegui estar bem..
Eu sei que aparência não é tudo, aí lembrei que o João me vê de cara limpa e usando apenas um blusão velho dele e me acha incrível e que minhas amigas sempre me dizem que estou bem, que sou bonita. Mas há dias em que você precisa se convencer disso. Ta parecendo papo fútil. E eu tenho lá minhas futilidades..só tento não dimensioná-las.O dia rendeu muito, e eu realmente não queria lidar com esses sentimentos.
Comecei a pensar no filme de hoje: Vicky Cristina Barcelona. Acho que eu já fui cada uma das personagens em determinado momento, não sei se conseguiria ser apenas uma delas.. Mudo tanto, sinto tanto que amanhã nem me reconheço..Tenho aquele choque. O mesmo que tive hoje, quando não me reconheci nos meus complexos. Agora chove de novo, e são quase 5 da manhã.. E pra mim, só é amanhã quando eu durmo. E quem sabe quem virá amanhã..?
segunda-feira, 19 de março de 2012
Ponto e vírgula

Ainda não há ponto final. É assim que eu me sinto nessa história.
Como se eu tivesse posto apenas uma pausa dramática. Sim, eu sei que existem pessoas que te tocam.. pro- fun- da- men- te. E elas tem um lugarzinho escondido no seu coração..
Mas porque diabos no meu coração tinha que ser você?
Seus olhos de gato, seu andar despreocupado, à toa.. Avulso. É só o que você é. É só como eu tento me convencer.. Mas eu me sinto envolvida. E quando de longe sinto tua presença eu vou..Te buscar.. As pessoas me mostram o quanto você falha, o quanto você erra.. Elas não precisariam, eu sei. E por saber a dor aumenta.
E eu.. Eu finjo que você não me afeta e que as coisas continuam nos seus lugares.
Ledo engano! A coisas se desordenam.. Você muda as coisas de lugar..
E eu vou tentando arrastar tudo de volta, aos trancos e barrancos. E dói.
Será que eu não to sendo fiel? Mas eu estou.. Eu tenho vivido minha vida, tenho amado uma outra pessoa, mesmo do meu jeito torto..
Me desculpe, mas às vezes eu só queria que você não existisse pra mim.. Ou então, queria te ver sendo feliz com alguém ao seu lado.. Você teve tantas chances.. você sempre soube disso.
Mas como diria Tori Amos:Foi só um desabafo. E como em todos os dias, vou continuar reordenando a posição das coisas aqui dentro, mesmo que aos trancos e barrancos. À espera de que um dia, seu olhar seja apenas um qualquer olhar.
“As coisas ficam desesperadoras quando todos os meninos não podem ser homens”
terça-feira, 13 de março de 2012
Criativos em crise: Uni-vos!

Esses últimos dias tem sido intensos, em todos os sentidos. Como se não bastasse, a minha inconstância também tem marcado uma presença indesejável. Às vezes é difícil se suportar quando você tá com TPM, as coisas não fazem o menor sentido.. Mas ainda acho que a carência emocional é a pior parte. Não bastam os beijinhos do seu namorado, ele tem que te olhar, dizer o quanto te ama e te dar um beijão, e se fazer de doido pra não se incomodar com as suas implicâncias bobas. Nossa! Como o João sofreu nessa minha TPM!
Tenho sido muito afetada pelas minhas dúvidas. To sempre às voltas entre escolher o que acho ser o melhor pra mim.. Pensei em sair do Dragão pra assumir só a bolsa, mas apesar de todos os pesares, eu gosto do ambiente de trabalho,fiz grandes amigos lá e tenho sempre tempo pra estudar. Com a bolsa, infelizmente terei os horários quebrados,e terei que estar disponível para qualquer serviço. Ainda assim, to feliz por ter ganhado! Será uma experiência a mais. Terei alguns dias pra tomar alguma decisão..
Os dias tem sido cansativos, mal tenho escrito no blog. Um fim de semana passou e a única coisa que eu consegui fazer foi dormir. Acho que ao fim desse mês, quem sabe, eu consigo pegar o ritmo de semana puxada.
O sono já toma conta de tudo e eu não tenho forças para escrever.. Mas minha mente não para de processar as conversas que tive com duas pessoas hoje, eu preciso muito escrever o que penso a respeito disso, até porque, se bem me conheço, os assuntos das conversas irão permanecer em minha cabeça. É isso..
Bauman que me desculpe, mas hoje a criatividade não rolou. Não sou artista o tempo todo.
sábado, 10 de março de 2012
A palavra do dia

A sexta-feira começou cinzenta, talvez por isso eu não tenha visto o dia passar. Resultado: Dormi até 11:45. Acordei assustada porque hoje era o último dia do prazo para a entrega dos documentos da carteira estudantil. Eu só consegui me irritar comigo por deixar tudo SEMPRE para a última hora. Tinha que trabalhar, e eu precisava fazer tudo correndo pra não me atrasar.. Pedi à minha mãe pra ela deixar os papéis da carteira, ela por sua vez, esbravejou dizendo que eu sempre deixo tudo pra última hora, e que não estava a fim de sair de casa. Me irritei por conta disso, mas eu consigo entender os estresses de minha mãe. Ela é uma espécie de faz-tudo, com um diferencial: ela consegue fazer tudo, e ainda por cima, muito bem feito. Eu a admiro muito, não apenas pelo motivo lógico, e sim porque como ser humano, ela é a única pessoa que eu conheço capaz de perdoar sem limites. Acho que a minha mãe sempre foi mãe, ela nasceu pra isso.. Ela consegue cuidar e dar suporte à toda a família, mas às vezes me preocupo se ela consegue sentir essa atenção vinda da gente..
O dia seguiu meio que com o pé esquerdo, quase perco o ônibus e por pouco não caio em um buraco quando sai correndo atrás no meio da chuva. (rsrsrs) Ainda às voltas com os documentos da carteira, eu decidi pedir ao João pra deixar.. Liguei morrendo de vergonha e ele aceitou dizendo que não seria problema. Por sorte cheguei ao trabalho no horário ( graças à corridinha) e com muita chuva. Mais um problema: eu e meus esquecimentos! Havia esquecido a xerox da identidade, e a identidade também. COMOFAZ? Corri de um lado pra outro, fui no RH do trabalho, nada resolvido. O João já havia chegado...Meia hora depois me liga pra dizer que o DCE não estava funcionando por conta da chuva, e que por isso, o prazo havia sido prorrogado. \o Se isso não é sorte, então eu não sei o que é.
Fui pra UFC com a Ananda e o Dani, foi divertido! Aliás, andar com os dois sempre é. Assistimos aula e no intervalo percebi que hoje tava rolando uma festa de recepção de calouros, muito comum todos os anos.. Comecei a lembrar da época em que eu fui caloura.. Das pessoas com quem eu costumava me relacionar no começo da faculdade.. Muita coisa mudou, ou eu que mudei? Às vezes não consigo me encontrar no meio daquela gente, eu ainda guardo algumas mágoas de coisas que aconteceram no passado.. Pessoas com quem me envolvi, que confiei .. É difícil pensar nisso, algumas coisas parecem não ter se resolvido, e eu sinto um pouco o peso disso.
A aula acabou super tarde, e o João já me esperava lá fora.. Eu apresentei pela primeira vez formalmente minhas melhores amigas à ele: Ananda e Luana. ^^ Quando cheguei em casa, para minha surpresa, minhas duas sobrinhas estavam aqui. A Júlia, toda doce veio correndo me abraçar! Viemos pro quarto e elas vieram atrás, deitamos na cama, as três, eu já não sabia qual de nós era mais criança, (kkkk) quando olhei para o lado, o João tava me olhando.. Foi o olhar mais doce e lindo que eu já captei.. Chega senti meu coração palpitar quentinho.. Eu pude sentir esse calor bom, de um sentimento que ta se tornando tão bonito e tão real.. Engraçado, a cada dia que passa eu consigo me surpreender mais com os sentimentos que a vida me desperta.
Acho que a palavra de hoje é essa: SURPREENDER. Que pode vir acompanhada de várias maneiras: com um olhar, um texto, uma palavra.. Mas que com certeza alimenta a gente pra viver novos dias que às vezes tem tudo pra dar errado, e acabam dando super certo! =)
O início..

Esse diário surgiu com o propósito simples que todo diário traz: relatar os fatos marcantes do dia, minhas impressões.. À princípio era apenas isso.. E por parecer tão simples, quando o professor deu a idéia de mantermos eu me assustei, e consequentemente me convenci de que eu tinha perdido toda a capacidade de conseguir me expressar.. “Mas que absurdo!”, eu pensei. A gente faz isso todos os dias.. Conversa, desabafa com os amigos.. O fato é que eu pensava que eu tinha que ter um grande motivo pra voltar a escrever sobre o dia-a-dia, aí eu recordei imediatamente do meu primeiro diário, dado como incentivo pela minha mãe, comecei a escrever quando mal conseguia fazer isso direito.. E eu o fiz sem um grande motivo.
Passaram-se dois dias, minhas amigas me contavam empolgadas sobre seus diários, sobre quão bom era relatar seus dias.. E eu sorria, quando questionavam se eu havia feito o meu, se havia ao menos escrito algumas linhas sobre os meus dias.. Eu não havia escrito nada, mas não me obriguei. Durante todo o dia de hoje eu pensei, folheei diários antigos, fui revisitando todos eles.. Rindo com cada confissão, paixão platônica ,sobretudo me surpreendendo.. E parece bobo, mas foi me dando uma vontade de ligar a ponte entre quem escreveu e quem escreve no momento.. O que eu diria a quem eu fui? Lembrei de um comercial que eu vi onde uma mulher , aparentemente 30 anos de idade, ao abrir um livro, derruba uma carta endereçada a ela mesma no futuro:
Olá futura eu!Entedi agora que ligar a ponte seria entrar em contato com as minhas respostas antigas e futuras, seria um não-lugar.. Mas sobretudo , seria como olhar pra mim de fato, crua.. sem pudores.
E então, como estamos? Será que a gente tomou as decisões certas? Será que não cansamos de perseguir nossos sonhos? A gente ainda se emociona com as mesmas coisas? Ainda gosta das mesmas coisas?
Me pergunto se a gente ainda comete os mesmos erros.. Ficamos ricas? Encontramos a cura pro tédio? Aprendemos a perdoar? Será que a gente tem coisas interessantes pra dizer?
Será que chegamos lá? E se chegamos, o lá continua lá?
Mas o mais importante: Estamos felizes?
Desafio aceito.
=)
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